sábado, 2 de maio de 2009






Cleison, Elson, Zezito, Kil e Gabriela






Gabriela, Kil, Neide, Zezito, Mãe Neide e Djalma
Prefeito Kil e o Zezito - - - - - - Zezito com as mulheres do curso de culinaria

Apresentação do grupo de dança

Encerramento dos cursos de informante de guia de turismo e da culinária Afro Brasileira.

Aconteceu na Serra da Barriga as comemorações de encerramento dos cursos de informante de guia de turismo e da culinária Afro Brasileira, com a presença das autoridades como: Prefeito de União Areski O.D.Freitas Junior e a primeira dama Gabriela, Secretario de cultura Elson, representantes da Fundação Palmares Professor Zezito Araujo, Marcia, Representante da Fundação Sonia Ivar,Marcelo como também Neide Mitonori, Djalma, Carlos, Cleiton e outros da secretaria municipal de cultura entre outros convidados da sociedade palmarina. O Grupo Espírita Santa Barbara (GUESB)de Maceió levaram um grupo de jovens bailarinos e atores e fizeram uma bela apresentação no platô da Serra para os formando e convidados presentes.Logo Depois dos agradecimentos dos jovens formandos e de alguns discursos o prefeito Kil encerrou a reunião e o professor Zezito convidou todos a participar do almoço oferecido pelo grupo dos formandos da culinária com o comando da professora Mãe Neide, onde todos se deliciaram com uma boa feijoada,xixim de galinha,peixe na palha,vaca atolada,vatapá.caruru, acarajé,moqueca de peixe,arroz,farofa e uma grande variedades na sobremesa como; bolo de tapioca, de batata doce, canjica branca, manjar, cocado, xequete, sucos e frutas. Houve também uma participação de músicos da terra entre eles: Nel do regue, Carlos, Willames, juntamente com o cantor de Maceió, Milton.

sábado, 25 de abril de 2009

PRINCIPES DOS POETAS ALAGOANOS JORGE DE LIMA


Há 116 anos (23 de abril de 1893) nascia na pequena Vila Nova da Imperatriz, Jorge Matheus de Lima, um bebê que mais tarde ficaria reconhecido em todo o mundo como o príncipe dos poetas Alagoanos. Jorge viveu na pequena Imperatriz até os oito anos de idade, quando a deixou para morar em Maceió. Conheça um pouco de sua vida em nossa cidade contada por ninguém mais, ninguém menos que Povina Calvancati.INFÂNCIA ..A infância de Jorge em Imperatriz foi poética. Ele viu as cheias do lendário rio Mundaú, as festas em homenagem a nossa padroeira, se perdeu nas matas da Serra da Barriga, seguiu os trilhos da velha Great Western, ouvia história dos negros fujões e se encantou com a feira de União que ficava defronte o sobrado onde morava. Fatos que o ajudaram a criar algumas de suas poesias.Seu pai era José Matheus, um homem que viajava muito por diversos estados, mas foi em Sergipe que ele conheceu a mulher com quem se casou. Seu nome? Delmina. Prosseguiu-se as andanças até chegar a pequena Vila de Nova da Imperatriz, hoje União dos Palmares.Ao chegar gostaram da vila e decidiram ficar. Eles passaram a morar em um sobrado colonial que ficava na esquina da rua do Comércio (Rua Correia de Oliveira) com a praça que dava de frente pra igreja, a Praça da Matriz (Praça Basiliano Sarmento).O andar térreo do sobrado era ocupado pela loja de fazendas e armarinho. Já na parte superior ficavam os aposentos da família do Coronel. Do casamento nasceram Carlota e Armandinha (que morreram jovens), Jorge, José, Araci, Edmundo e Hildebrando. Com a família ainda moravam duas velhas irmãs do Coronel, Barbara e Petronila.Seu José tomava conta da loja e Dona Delmina apenas governava a casa e cuidava da educação dos filhos. O pai de Jorge era muito respeitado na cidade, o chamavam de Coronel José Matheus, ele costumava atender aos fregueses sempre bem vestido. Já Dona Delmina, mãe de Jorge, tinha o gosto pela leitura.O sobrado tinha o seu janelão sobre a praça, e lá de cima se via o pátio da igreja e a praça .. mas era uma praça sem graça, não tinha árvore, não tinha banco, não tinha nada. Só tinha alguma coisa em dia de feira e Jorge adorava. Ele era tímido quando criança. Brincava como todas elas, mas não esquecia das aulas de piano.Jorge aprendeu a ler aos sete anos na escola de Dona Mocinha Medeiros e ele não precisou de muito tempo para aprender. Foi quando os pais pensaram em mandá-lo para Maceió, lá iria continuar seus estudos. E partiu... junto de sua mãe e seus irmãos. Mas Jorge não deixou seu burgo natal pra sempre... pelo menos dessa vez... ele sempre voltava nas férias escolares para visitar seu pai que ainda morava em Imperatriz.


"Mesmo na fase acadêmica de sua literatura Jorge não esqueceu Madalena, (era assim que ele gostava de chamar o seu burgo natal), nem o seu rio Mundaú." (POVINA CAVALCANTI)

A VOLTA E A PARTIDA PARA SEMPRE ..


Logo após estudar em Maceió, Jorge partiu para Salvador e em seguida Rio de Janeiro, onde se formou no dia 19 de dezembro de 1914 no curso de medicina. E com saudades de sua terra natal tomou o primeiro navio e foi passar o dia 31 com a família na (agora) cidade de União.
A chegada foi festiva, União saudava o seu primeiro médico e o seu primeiro poeta. Todo mundo tinha uma consulta para fazer-lhe. Mas passados os dias de festas a família resolveu se mudar em definitivo para Maceió. A Capital era a meta de Jorge de Lima. E esse foi o último adeus a cidade onde nasceu.

A cidade ainda guarda uma vaga lembrança de seu ilustre conterrâneo. A casa onde Jorge de Lima viveu os primeiros anos de sua vida encontra-se em reforma e pela foto acima vemos que está verde assim como os demais prédios públicos de nossa cidade. O busto em sua homenagem, que fica na Praça com seu nome, encontra-se rachado e seus lábios pintados de vermelho, uma tremenda falta de respeito com uma das pessoas mais respeitadas na literatura mundial. Jorge de Lima ainda possui uma Escola Estadual com seu nome na Rua Tavares Bastos, defronte ao Colégio Cenecista Santa Maria Madalena.

BUSTO DE JORGE DE LIMA



No aniversário de 60 anos de Jorge de Lima, Francisco Valois, membro da Academia Alagoana de Letras, organizou uma homenagem ao poeta palmarino. A idéia dele era exigir um busto do escritor na praça principal de União dos Palmares, que fica em frente à casa que Jorge de Lima morou. Só que, segundo ele, na época, houve uma manifestação política contrária à homenagem. Um grupo alegava que Jorge de Lima jamais havia feito nada em favor de sua cidade natal.



"JORGE DE LIMA"


O fato é que, depois de muita discussão, a homenagem se concretizou. Não da forma que Valois queria, em frente à antiga casa de Jorge de Lima, mas em outra praça, construída pelo então prefeito Antônio Gomes de Barros, e batizada de Praça Jorge de Lima, onde o busto continua até hoje.
O próprio Jorge de Lima patrocinou o busto em sua homenagem. Além disso, mandou também para a casa onde nasceu 500 exemplares de livros de sua autoria e de diversos outros escritores. Os livros foram transportados de navio, do Rio de Janeiro para União dos Palmares. Havia edições raras, de luxo, de toda a obra dele.