sexta-feira, 27 de março de 2009

Roberto Carlos, não incluiu Maceió em sua turnê


Roberto Carlos anunciou nesta segunda-feira (23) em São Paulo uma série de shows em 20 cidades e ainda uma megaexposição na Oca, no Parque do Ibirapuera, em janeiro de 2010, para comemorar 50 anos de carreira. O Rei dará início à turnê brasileira no dia de seu aniversário, 19 de abril, em Cachoeiro do Itapemirim - ele não se apresenta em sua cidade natal há 14 anos. No dia 11 de julho, ele fará uma apresentação no Maracanã, para um público estimado em 60 mil pessoas.

A previsão é que a série de shows termine exatamente um ano depois, em Nova York, onde será dado o pontapé em uma turnê internacional. Segundo a organização do evento - a mesma responsável pelas homenagens à bossa nova, no ano passado -, a venda de ingressos será anunciada em breve.

A homenagem ao Rei incluirá ainda três shows especiais, com renda revertida para projetos sociais. No dia 26 de maio, 14 cantoras brasileiras sobem ao palco do Teatro Municipal de São Paulo no espetáculo “Elas cantam Roberto Carlos”. Já no dia 11 de agosto, haverá uma reunião de expoentes do rock nacional no show “Roberto Carlos Rock Symphony”.


‘As vezes imito os meus imitadores’
Finalmente, em março de 2010, o estádio do Pacaembu vai receber o show “Emoções Sertanejas”, com a participação de duplas e artistas do gênero. Os três eventos terão a apresença de Roberto.

Quanto ao respertório, ele disse ainda não saber se vai interferir ou não. “Como dizem meus imitadores, são muitas emoções”, brincou, em tom de voz “engraçadinho”. “Às vezes eu imito os meus imitadores, sabe?”

Segundo o cantor, o set list de seus próprios shows ainda não estão definidos. “Vamos começar agora as reuniões para decidir o repertório. Vou participar diretamente na escolha das músicas.”

Quando perguntado sobre os artistas que admira, Roberto despistou. “Se eu disser algum nome, vai ter sempre alguém que ficará de fora. Tem muita gente boa fazendo coisas interessantes. Procuro sempre ouvir o que é sucesso. O que está acontecendo no momento é importante para mim, estou sempre aprendendo.”

Mas, quando a ideia é falar de seus ídolos do passado, Roberto tinha a resposta na ponta da língua: Bob Nelson e Albertinho Fortuna. “Gostava do Bob Nelson quando eu era muito pequeno mesmo. Depois comecei a cantar boleros. Eu gostava muito de cantar em espanhol, achava que era chique.”

“Às vezes ouço coisas do início da minha carreira e acho engraçadas”, comentou. “Algumas músicas eu não teria feito daquela maneira. Já ouvi canções antigas e pensei ‘puxa, acho que exagerei’, principalmente na maneira de cantar. Mas são composições que fizeram parte de uma época.”


Projetos inéditos

No meio de tantos compromissos, Roberto garante que seu mais novo disco de canções inéditas, adiado desde 2007, será finalmente lançado este ano. “Quero realmente que este álbum saia e estou trabalhando muito para isso. Tenho algumas faixas prontas que fiz sozinho e outras em parceria com Erasmo Carlos”, contou. O tema principal do novo trabalho? “Sempre falei e continuo falando de amor, que é uma das coisas mais importantes que existem.”

“Erasmo e eu sempre nos encontramos para compor. A diferença é que, com o passar dos anos, fomos ficando cada vez mais autocríticos e demoramos mais. Se antes fazíamos uma música em duas horas, hoje pode levar três dias ou três semanas. Há uma preocupação em fazer tudo com mais qualidade. A gente se questiona se vai falar alguma coisa e de que maneira vai falar.”

Outro plano para o futuro próximo é o lançamento de uma biografia autorizada, já que Roberto Carlos não concordou com o lançamento da obra escrita pelo jornalista Paulo Cesar de Araújo sem o seu consentimento - um recurso de liberação interposto pelo autor foi negado este mês.

“Não concordo com o lançamento daquela obra e já demonstrei isso de todas as formas. Penso numa biografia não escrita por mim, mas que tenha histórias que só eu conheço.”


Confira as datas dos shows da turnê de Roberto Carlos

Cachoeiro do Itapemirim (ES) - 19 de abril

Caruaru (PE) - 7 de maio

Recife (PE) - 8 e 9 de maio

Aracaju (SE) - 21 de maio

Salvador (BA) - 23 de maio

São Paulo (SP) - 26 de maio (”Elas cantam Roberto Carlos”)

João Pessoa (PB) - 3 de junho

Natal (RN) - 4 de junho

Fortaleza (CE) - 6 de junho

Teresina (PI) - 9 de junho

Belém (PA) - 11 de junho

Manaus (AM) - 13 de junho

Rio de Janeiro (RJ) - 11 de julho

São Paulo (SP) - 11 de agosto (”RC Rock Symphony”)

Porto Alegre (RS) - 8 ou 15 de agosto

Vila Velha (ES) - 16 de agosto

São Paulo (SP) - 21, 22, 28 e 29 de agosto

Curitiba (PR) - 18 e 19 de setembro

Brasília (DF) - 17 de outubro

Belo Horizonte (MG) - 14 de novembroS

ão Paulo (SP) - março de 2010 (”Emoções Sertanejas”)


Fonte: http://www.blogapalavra.com/

segunda-feira, 23 de março de 2009

UNIÃO DOS PALMARES


Nossa História

O pequeno povoado de SANTA MARIA, antes chamado CERCA REAL DOS MACACOS, foi elevado à categoria de vila e recebeu o nome de VILA NOVA DA IMPERATRIZ, homenagem feita a IMPERATRIZ LEOPOLDINA. Por conta de seu crescimento, a vila foi desmembrada do município de ATALAIA, no dia 13 DE OUTUBRO DE 1831, através do decreto do Governo Geral e elevada à categoria de cidade pela lei 1.113, de 20 de agosto de 1889.Elevado à categoria de vila com a denominação de Vila Nova da Imperatriz, pelo decreto de 13 de Outubro de 1831, desmembrado do município de Atalaia.Distrito criado com a denominação de Vila Nova da Imperatriz, por resolução provincial nº 8, de 10 de abril de 1835.Pela lei provincial nº 737, de 07 de julho de 1876, a vila de Vila Nova da Imperatriz é extinta, sendo seu território anexado ao município de Atalaia, como simples distrito.Elevado novamente à categoria de vila com a mesma denominação anterior, pela lei provincial nº 956, de 13 de julho de 1885.
Elevada à condição de cidade com a denominação de Vila Nova da Imperatriz, pela lei provincial nº 1113, de 20 de agosto de 1889.
Pelo decreto estadual nº 46, de 25 de setembro de 1890, o município de Vila Nova da Imperatriz passou a denominar-se União.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município aparece constituído de 6 distritos: União, Barro do Canhoto, Mandaú-Mirim, Mungaba, São José do Bolão e Timbó.Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município aparece com o distrito sede, não figurando os distritos da divisão de 1911.
Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, o município aparece constituído de 3 distritos: União, Barro do Canhoto e Mundaú-Mirim.Pelo decreto estadual nº 2435, de 30 de novembro de 1938, é criado o distrito de Mungaba com terras desmembrada do distrito de Barro do Canhoto anexado ao município de União dos Palmares. No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 4 distritos: União, Barro do Canhoto, Mundaú-Mirim e Mungaba.
Pelo decreto lei estadual nº 2909, de 30 de dezembro de 1943, o município de União passou a denominar-se União dos Palmares.
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município de União dos Palmares ex-União é constituído de 4 distritos: União dos Palmares, Barro do Canhoto, Mundaú-Mirim e Mungaba. Pela lei nº 1473, de 17 de setembro de 1949, o distrito de Barro do Canhoto passou a denominar-se Rocha Cavalcanti.Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o município é constituído de 4 distritos; União dos Palmares, Mundaú-Mirim, Mungaba e Rocha Cavalcanti ex-Barro do Canhoto.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1955.
Pela lei estadual nº 2245, de 14 de junho de 1960, desmembra do município de União dos Palmares os distritos de Mundaú-Mirim e Mungaba, para formar o novo município com a denominação de Santana do Mundaú. Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído de 2 distritos: União dos Palmares e Rocha Cavalcanti.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

ZUMBI

ZUMBI DOS PALMARES é o maior símbolo de resistência contra a escravidão no Brasil. Nascido em 1655 no QUILOMBO DOS PALMARES, ZUMBI foi capturado por bandeirantes portugueses e entregue ao padre português Antônio Melo, que o alfabetizou. Aos 15 anos, o menino fugiu e retornou ao QUILOMBO, tornando-se um de seus principais guerreiros e protegendo Palmares contra a invasão portuguesa. Em 1678, o líder do QUILOMBO, GANGA ZUMBA, fez um acordo de paz com o governo da colônia, com o qual ZUMBI e os outros quilombolas não concordaram. GANGA ZUMBA acabou morrendo envenenado e ZUMBI passou a liderar Palmares. Entre os anos de 1680 e 1691 todas as tropas portuguesas que tentaram invadir o QUILOMBO foram derrotadas. Em 1694, o bandeirante Domingos Jorge Velho invadiu com sua tropa o QUILOMBO DOS PALMARES. ZUMBI conseguiu fugir, mas um ano depois foi delatado por um de seus companheiros, capturado por portugueses e assassinado. Sua cabeça foi exibida como troféu no centro da cidade de Olinda..

20 DE NOVEMBRO

20 DE NOVEMBRO – DIA NACIONAL DA CONSCIÊNCIA NEGRA Há 38 anos, o poeta gaúcho Oliveira Silveira sugeria ao seu grupo que o 20 de novembro fosse comemorado como o "DIA NACIONAL DA CONSCIÊNCIA NEGRA", pois era mais significativo para a comunidade negra brasileira do que o 13 de maio. "Treze de maio traição, liberdade sem asas e fome sem pão", assim definia Silveira o "Dia da Abolição da escravatura" em um de seus poemas, referindo-se à lei que libertou os escravos, mas sem lhes dar condições de trabalhar e viver com dignidade. Em 1971 o 20 de novembro foi celebrado pela primeira vez. A idéia se espalhou por outros movimentos sociais de luta contra a discriminação racial e em 1978 já aparecia como proposta nacional do Movimento Negro Unificado. A lei de nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003, incluiu a data no calendário escolar e tornou obrigatório o ensino sobre a História e a Cultura Afro-Brasileira. Foi escolhida a data de 20 de novembro, pois foi neste dia, no ano de 1695, que morreu ZUMBI, líder do QUILOMBO DOS PALMARES.A homenagem feita a ZUMBI foi mais do que justa, pois este personagem histórico representou a luta do negro contra a escravidão, no período do Brasil Colonial. Ele morreu em combate, defendendo seu povo e sua comunidade.A criação desta data foi importante, pois serve como um momento de conscientização e reflexão sobre a importância da cultura e do povo africano na formação da cultura nacional.A abolição da escravatura, de forma oficial, só veio em 1888. Porém, os negros sempre resistiram e lutaram contra a opressão e as injustiças advindas da escravidão.
“Deus da Guerra”, “Fantasma Imortal” ou “Morto Vivo”. Seja qual for a tradução correta do nome ZUMBI, o seu significado para a história do Brasil e para o movimento negro é praticamente unânime: ZUMBI DOS PALMARES é o maior ícone da resistência negra ao escravismo e de sua luta por liberdade.

SERRA DA BARRIGA


A SERRA DA BARRIGA, localizada na cidade de UNIÃO DOS PALMARES, encontra-se a 500 metros acima do nível do mar, no então Planalto Meridional da Borborema e próximo ao RIO MUNDAÚ. Também conhecida como "CERCA REAL DOS MACACOS", foi a sede administrativa do QUILOMBO DOS PALMARES berço de liberdade para guerreiros e guerreiras quilombolas.Em agosto de 1980, militantes do Movimento Negro local e nacional subiram à Serra pela primeira vez. Tal iniciativa transformou a história até os tempos de hoje.Em novembro de 1985 a SERRA DA BARRIGA é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico - Artístico Nacional – IPHAN e no ano de 1986, inscrita no Livro de Tombamento Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico do Instituto do Patrimônio Histórico - Artístico Nacional – IPHAN.Já em março de 1988 foi reconhecida como MONUMENTO NACIONAL através do Decreto 95.855.

ÁRVORE SAGRADA


ODAM é o nome da "ÁRVORE SAGRADA" das populações africanas. Conta a história que os negros fugidos levaram ODAM para PALMARES e plantaram ela às margens da LAGOA DOS NEGROS, no alto da SERRA DA BARRIGA. ODAM é uma GAMELEIRA-BRANCA, hoje com mais de 300 anos. Ali os negros faziam suas rezas e suas oferendas.A GAMELEIRA é a árvore considerada sagrada pelo candomblé, consagrada ao Orixá Iroko ou Tempo. Consiste na árvore mais parecida, das encontradas no Brasil, com a árvore iroko da África, originalmente consagrada ao Orixá. Todo candomblé tem pelo menos um pé de gameleira no seu terreiro ou na sua entrada. A seus pés são enterrados importantes otás, contendo assentamentos e fetiches, assim como as oferendas específicas a tempo.

A ação de Domingos Jorge Velho


Após várias investidas relativamente infrutíferas contra Palmares, o governador e Capitão-general da capitania de Pernambuco, Caetano de Melo e Castro, contratou o bandeirante Domingos Jorge Velho e o Capitão-mor Bernardo Vieira de Melo para erradicar de vez a ameaça dos escravos fugitivos na região.O Quilombo passou a ser atacado pelas forças do bandeirante e, mesmo experientes na guerra de extermínio, tiveram grandes dificuldades em vencer as táticas dos quilombolas, mais elaboradas que a dos indígenas com quem haviam tido contato. Adicionalmente, tiveram problemas para contornar a inimizade surgida com os colonos da região, vítimas de saques dos bandeirantes em diversas ocasiões.Em janeiro de 1694, após um ataque frustrado, as forças do bandeirante iniciaram uma empreitada vitoriosa, com um contingente de seis mil homens, bem armados e municiados, inclusive com artilharia. A capital de Palmares, Macaco, foi destruída e Zumbi ferido, mas mesmo assim ele conseguiu fugir.Um quilombola, Antônio Soares, foi capturado e, Domingos Jorge Velho disse que ele seria libertado em troca da revelação do esconderijo do líder, Zumbi. Soares contou a eles e Zumbi foi surpreendido pelo Capitão Furtado de Mendonça em seu reduto (talvez a Serra Dois Irmãos). Apunhalado, resiste, mas é morto com 20 guerreiros quase dois anos após a batalha, no dia 20 de novembro de 1695.Zumbi teve a cabeça cortada, salgada e levada, com o pênis dentro da boca ao governador Melo e Castro. Em Recife, a cabeça foi exposta no alto de um mastro em praça pública, visando desmentir a crença da população sobre a lenda da imortalidade de Zumbi e servir de exemplo a outros escravos.Em 14 de março de 1696 o governador de Pernambuco Caetano de Melo e Castro escreveu ao Rei: "Determinei que pusessem sua cabeça em um poste no lugar mais público desta praça, para satisfazer os ofendidos e justamente queixosos e atemorizar os negros que supersticiosamente julgavam Zumbi um imortal, para que entendessem que esta empresa acabava de todo com os Palmares."Sem a liderança militar de Zumbi, por volta do ano de 1710, o Quilombo desfez-se por completo.